A urologia oncológica está entre as áreas que mais avançaram na medicina moderna, combinando tecnologia de ponta, terapias de precisão e métodos diagnósticos cada vez mais sensíveis. De acordo com o urologista Dr. Samuel Torquetti Spagnul (CRM-SP 117.514 | RQE 32.880), os progressos recentes têm impacto direto no aumento da sobrevida e na qualidade de vida dos pacientes.
“Hoje conseguimos diagnosticar tumores urológicos em estágios muito iniciais e oferecer tratamentos menos invasivos, com recuperação mais rápida e eficácia superior. A informação e o acesso ao cuidado continuam sendo nossas maiores armas”, explica o especialista.
Câncer de Próstata: o tumor mais incidente no homem
- 1 a cada 6 homens terá câncer de próstata ao longo da vida.
- No Brasil, o INCA estima cerca de 72 mil novos casos por ano.
- No mundo, o câncer de próstata representa 15% de todos os tumores masculinos.
- Quando diagnosticado precocemente, apresenta taxa de sobrevida acima de 95% em 5 anos.
Dr. Samuel reforça que exames como PSA e toque retal continuam sendo fundamentais.
“Mais da metade dos diagnósticos tardios poderia ser evitada com exames simples e de rotina.”
Os principais avanços incluem:
- Cirurgia robótica com menor perda sanguínea e preservação nervosa;
- Radioterapia modulada, reduzindo efeitos colaterais;
- Terapias-alvo e hormonoterapia de última geração para doença avançada.
Câncer de Rim: aumento na detecção precoce
Estima-se cerca de 431 mil novos casos por ano no mundo.
No Brasil, são cerca de 7 mil novos casos anuais.
Aproximadamente 70% dos tumores renais pequenos podem ser tratados com cirurgias preservadoras.
“A cirurgia robótica e laparoscópica nos permite remover apenas o tumor, preservando o rim em muitos casos”, destaca o médico.
Câncer de Bexiga: um dos tumores com maior taxa de recorrência
Mais de 600 mil novos casos anuais no mundo.
Sua taxa de recorrência é uma das maiores da oncologia: 50% a 70%, exigindo acompanhamento contínuo.
O tabagismo está presente em aproximadamente 50% dos casos em homens.
Terapias intravesicais, como BCG, continuam sendo padrão ouro para tumores não invasivos.
Câncer de Testículo: alta taxa de cura
Ocorre principalmente entre 15 e 40 anos.
Apesar de raro, possui índice de cura superior a 95% quando tratado no início.
A incidência mundial é de cerca de 80 mil casos por ano, mas cresce anualmente.
“O autoexame mensal continua sendo a forma mais simples e eficaz de detecção precoce”, orienta Dr. Samuel.
A importância da prevenção e do acompanhamento contínuo
O Dr. Samuel Torquetti Spagnul reforça que tabus ainda afastam muitos homens do consultório.
“Se o homem deixasse o medo de lado, diagnosticaríamos mais de 60% dos tumores urológicos no estágio inicial — quando são altamente curáveis.”